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ENPTES

Como usar o planner de MR

O planner precisa saber onde você está antes de dizer onde farmar. Esta página cobre como informar seu progresso, uma pegadinha da própria interface do jogo, o jeito mais rápido de manter tudo atualizado, e todos os atalhos que passam despercebidos.

Comece por aqui: um número por linha, não 217

Preencher 217 monstros um por um é a razão pela qual a maioria das pessoas fecha esta página antes de ela servir pra alguma coisa. Então não comece por aí.

No Bestiário, cada linha de 5 monstros tem um escudo com um número no final. Esse número é o nível da linha, e o planner tem as mesmas linhas, na mesma ordem, de propósito. Ao lado do título de cada uma tem um − Lv N +: leia o escudo no jogo, clique até bater, passe pra próxima.

São 40 números em vez de 217, lidos numa coluna só, sem abrir monstro nenhum. Leva poucos minutos, e no fim deles a ferramenta já está de pé.

Por que subir uma linha nunca te custa nada

O número que o jogo mostra na linha é o menor dos 5 monstros — é um piso, não o valor deles. O planner trata exatamente assim: subir uma linha levanta só quem está abaixo daquele número. Quem já está acima não é tocado, e nenhuma contagem exata de kills é trocada por nível.

Ou seja, não existe jeito de perder progresso com isso, nem motivo pra ter cuidado. Duas consequências que valem saber:

O − desfaz. Ele não rebaixa seus monstros — ele restaura exatamente o que havia antes daquela linha ser preenchida, kills incluídas, e funciona a qualquer momento: semanas depois, depois de fechar o navegador, depois de restaurar um backup. Se você digitou o número errado, custa um clique.

E ele continua útil depois do cadastro. Reler a coluna de escudos mais tarde é um jeito barato de perguntar "o planner está atrasado em relação ao jogo em algum lugar?" — corrige o que ficou pra trás e nunca mexe no que está adiante. É reconciliação, não só cadastro.

Cinco linhas têm menos de 5 monstros e não ganham escudo no jogo, então também não ganham o seletor aqui. Elas não pagam bônus de linha, o planner já as deixa por último, e se preenchem sozinhas pelos alertas descritos mais abaixo.

Preenchendo monstro a monstro

Depois das linhas, é isto que afia a resposta. Abra o Bestiário no jogo e deixe ele lado a lado com o planner. Escolha uma aba de elemento e preencha os monstros na mesma ordem em que eles aparecem no jogo — o planner lista na ordem do jogo de propósito, pra você descer a lista direto sem ficar caçando nome.

Não precisa preencher os 217 monstros pra ferramenta começar a servir. Um elemento só já dá recomendação de verdade, e os números vão ficando mais afiados conforme você acrescenta.

O jogo mostra o PRÓXIMO nível, não o atual

É isso que confunde todo mundo. No Bestiário, o número ao lado do monstro é o nível que você está buscando — não o que você já tem. Se está escrito "MR 5", a pesquisa concluída é 4.

A gente não pede pra você descontar 1 na mão de propósito, porque isso quebra justamente onde mais importa: se você digitar 10, não tem como distinguir um monstro ainda subindo rumo ao 10 de um que está realmente maxado. Os dois parecem iguais.

Por que o campo de kills é o mais seguro

Embaixo do seletor de MR de cada monstro tem o campo de kills. Esse número é inequívoco — o jogo mostra seu total real, sem nenhum "menos um" pra você calcular. Digite ele e o planner deriva o nível certo sozinho, e ainda sabe exatamente quão longe dentro daquele nível você está.

É daí que vem a precisão. A pesquisa por kill cai conforme o nível do monstro sobe, então um monstro que acabou de chegar no nível 4 e outro a um único kill do nível 5 valem coisas bem diferentes, mesmo os dois aparecendo como "4". Com as kills, o planner enxerga essa diferença. Só com o nível, ele assume que você acabou de chegar.

Usar só o MR também funciona e também dá uma resposta útil — só é menos afiado. Na prática os dois campos não competem, eles se sucedem. Use o nível no primeiro cadastro: é muito mais rápido, dá pra descer elemento por elemento sem ler contagem nenhuma, e já deixa a ferramenta útil. Depois disso, toda vez que um monstro subir de nível o jogo te entrega a contagem exata dele (a seção seguinte explica como) — e aquele monstro troca o nível pela contagem.

Ou seja, a base vai ficando mais afiada sozinha, conforme você joga. Você nunca senta pra fazer uma passada de manutenção: os monstros que você mata de verdade são exatamente os que sobem de nível, e são exatamente esses que ganham número exato.

O jeito mais rápido de manter atualizado

Você não precisa percorrer aba de elemento por aba de elemento. A rotina que dá menos trabalho é atualizar uma vez só, no fim de cada sessão de farm:

Digite o mapa que você estava farmando na busca lá em cima, clique no resultado do mapa, e o planner abre aquele mapa inteiro com todos os monstros dele como cards editáveis. Passe as kills de uma vez, feche, e acabou — sem pular de linha em linha, sem ter que lembrar a que elemento cada monstro pertencia.

Isso encaixa em como você joga de verdade: você farma um mapa por algumas horas, então um mapa é exatamente o que mudou.

Quando não teve sessão: deixe o jogo dizer o que mudou

A rotina acima assume que você farmou um mapa. Boa parte do jogo não tem esse formato — você caça MVP e mata o que aparece esperando spawn, ou pula entre mapas picados. No fim, não tem como saber o que você matou.

Pra esse caso o jogo já tem a resposta. Toda vez que um monstro sobe de nível de MR, aparece um ponto vermelho no Guide e no Bestiary, e ele desce até o monstro exato: aba Research, depois o elemento, depois a linha, depois o monstro. Abrindo, a contagem de kills daquele monstro está na tela. É só passar pro planner.

Vale ser claro sobre o que o ponto é: ele é diff de nível, não de kills. Ele avisa quem virou de nível, não quem acumulou kill sem virar. Então essa rotina cobre menos que a do mapa — os monstros que você matou e não subiram ficam desatualizados, e as recomendações ficam um pouco menos afiadas. Em troca, custa quase nada — e é essa a comparação que importa: não contra uma atualização perfeita, mas contra não atualizar.

Cadastre primeiro. Claim depois.

Isto ganha título próprio porque fazer na ordem errada custa dado: o Claim recolhe tudo de uma vez e apaga todos os pontos. Junto com eles vai embora a única lista que existia de quem mudou desde a última vez que você olhou.

Então a ordem é: percorra os alertas, passe os números pro planner, e só então clique em Claim. Clicar antes não custa a recompensa — custa a referência do que ainda falta atualizar.

Cronometrando uma sessão de farm

Tudo acima funciona na mão. O planner também consegue cronometrar a sessão pra você e registrar o que ela rendeu — é aí que os números deixam de ser estimativa e viram medição do seu próprio jogo.

Ao lado de cada mapa recomendado tem um botão de play. Aperte quando começar a farmar. Ele vira um botão de parar, o card do mapa e um indicador no topo da página começam a pulsar, e esse indicador mostra o que você já ganhou até agora.

Você não fica preso aos dois mapas recomendados. Abra qualquer mapa — pela busca, por exemplo, quando entrar na party de outra pessoa num mapa que o planner não está sugerindo — e o mesmo botão de play está no cabeçalho da janela daquele mapa.

Só roda uma sessão por vez. Enquanto uma está aberta, os plays dos outros mapas ficam desabilitados e dizem onde ela está, então não dá pra começar uma segunda e perder a primeira sem perceber.

Encerrando a sessão

Aperte parar e o mapa abre com um resumo da sessão no topo: quanto tempo durou, quantas kills você ganhou e quanto MR isso valeu. Embaixo ficam os monstros do mapa, prontos pra preencher.

O resumo acompanha enquanto você digita. Passe as kills, veja os totais subirem, e feche a janela — a sessão fica salva no seu histórico. Se não rendeu nada, ela é descartada em vez de sujar a lista.

Duas coisas valem saber sobre o que entra na conta. As kills contadas são só dos monstros daquele mapa — atualizar outra coisa no meio não infla a sessão. E o número de MR é o ganho total da conta, pesquisa mais bônus de linha, então uma sessão que por acaso destravar um bônus de linha mostra o salto inteiro.

Caçar MVP: o outro tipo de sessão

Farmar mapa e caçar MVP são jogos diferentes. Sessão de mapa é AFK num ponto só; uma noite de MVP te leva por vários mapas, e você mata monstro comum entre um spawn e outro. O cronômetro de mapa não consegue descrever isso, porque ele é preso a um mapa só.

Por isso existe um segundo cronômetro, ao lado do título Melhor MVP pra caçar: Iniciar caçada. É uma sessão só, pra noite inteira, e não de um MVP específico — ela conta o MR de tudo que você matar, os MVPs e os monstros que você derruba esperando spawn. Como nas sessões de mapa, só uma roda por vez, e ela aparece no indicador do topo da página, pra que uma caçada de três horas não fique ligada sem você perceber.

Ao parar, abre uma tela feita pra esse formato, em três camadas. Primeiro todos os MVPs, sem filtro — são poucos o bastante pra que filtrar só escondesse o que você veio atualizar. Depois, conforme você preenche, aparecem embaixo os mapas dos MVPs que você acabou de atualizar, recolhidos: um título por mapa, abra o que você farmou de verdade. Nada aparece antes de você dar do que partir, e como cada MVP nasce num único mapa com um punhado de monstros comuns, a lista nunca vira um paredão. No fim tem uma busca pro caso que escapa — monstros que você matou num mapa onde não caiu MVP nenhum.

Esqueceu de parar o cronômetro?

Acontece, e se ficar assim estraga justamente aquilo pra que o histórico serve: uma sessão registrada com 38 horas porque você foi dormir derruba a taxa por hora daquele mapa e inutiliza qualquer comparação.

Por isso a duração é editável. Tem um lápis ao lado dela, tanto no resumo do encerramento quanto no histórico depois. Informe o que foi de verdade — em horas e minutos, não em decimal — e ela salva enquanto você digita; não tem nada pra confirmar. Sessão corrigida ganha a marca estimada, porque taxa vinda de duração lembrada não vale o mesmo que a medida, e quem lê a comparação precisa saber qual é qual.

O histórico: comparando mapas de verdade

O indicador no topo da página abre o seu histórico de sessões. Ele tem três partes.

Caçadas de mapa ordena os seus mapas por kills por hora. É essa parte que justifica a feature inteira, porque ela mede algo que o planner não tem como calcular: um mapa a 1.600 kills/h e outro a 400 te dizem ou que o segundo mapa é vazio, ou que o seu personagem não está hitkillando ali. O planner calcula o MR por kill teórico; isso mede o que você realmente conseguiu.

Quando um mapa já tem medição, ela aparece no card de recomendação e na janela do mapa como uma linha de cronômetro — 1.600 kills/h ≈ 540 MR/h sessão curta, ≈24 longa. Abra a ? do lado e você vê o dado bruto, um monstro por linha: quais você realmente matou e em que ritmo.

Essa lista não é enfeite — é dela que sai a projeção. O ranking precisa supor que você mata todos os monstros do mapa por igual, porque não tem como saber de antemão no que você vai bater. As suas sessões sabem. Uma sessão real de duas horas saiu 86% num monstro, 11% em outro, 3% num terceiro, e ponderar por isso muda a resposta inteira: se a maior parte dos seus kills cai num monstro que você já maxou, um mapa que a média chama de 18 MR/h está te dando 1 de verdade. E se cai justo no que está atrasado, a mesma média subestima em três vezes. Por isso a projeção por hora pondera cada monstro pela fatia de kills que ele de fato levou.

Isso continua sendo anotação. Não encosta no ranking, que segue calculado do jeito honesto — você não pode usar a sua distribuição futura de kills pra escolher um mapa que ainda não farmou.

Caçadas de MVP ganham grupo próprio, medido em MR por hora. Elas ficam fora do ranking de mapas de propósito: caçada rende poucos kills e muito MR, mapa de farm rende o contrário, e botar as duas numa régua de kills por hora não compararia nada — só puxaria a escala pra baixo e faria o ranking parecer quebrado.

Sessões recentes é a lista em si — nome, data, duração, kills, MR e a taxa de cada uma. Clique no nome e ela abre o que aquela sessão rendeu de verdade, monstro por monstro. MVP vem primeiro, depois mini, depois monstro comum: essa é a ordem de quão raro é o kill, não de quantos foram, porque um mini de quatro kills explica um MR alto que quatrocentos Porings não explicam. Dá pra corrigir uma duração por ali, ou remover uma sessão de vez; a remoção oferece desfazer, então clique errado não custa nada.

Seu histórico viaja junto com o backup, então exportar antes de limpar o navegador preserva ele.

A busca é atalho pra tudo

Aquele campo lá em cima aceita nome de monstro e nome de mapa, e cada um faz uma coisa diferente:

Um resultado de monstro abre o card de atualização rápida dele — a arte da carta, o seletor de MR, o campo de kills e os stats. Útil quando você está farmando uma carta específica e só quer mexer naquele número.

Um resultado de mapa abre o mapa inteiro, com o conversor de elemento recomendado e todos os monstros dele, todos editáveis ali mesmo. É a rotina de fim de sessão descrita acima.

A busca varre tudo, não só o que está sendo recomendado — então dá pra atualizar um mapa que o planner não está sugerindo no momento, que é exatamente o que acontece quando você está farmando atrás de drop de carta e não de MR.

Lendo as duas recomendações de mapa

Havendo dado, o planner mostra dois mapas em vez de um, porque "melhor" depende de quanto tempo você vai jogar.

Sessão curta é pensada pra 1–2 horas, solo. Ela ordena pela taxa marginal: o que o próximo nível paga, dividido pelos kills que ainda faltam pra ele. É alta em monstro de nível baixo e altíssima em monstro prestes a subir — o último kill de um nível vale dez vezes o primeiro. Numa corrida curta você aproveita esses sem passar deles, então é o mapa que mais paga por hora.

Sessão longa é pensada pra 4 horas ou mais, de preferência em grupo. Ela ordena pela média sustentada dos próximos níveis, porque num grind longo você vai empurrar esses monstros pra além dos níveis baratos do começo. Otimizar pelo pico te mandaria pra um mapa que para de pagar depois de uma hora.

Cada escolha também indica um conversor de elemento — o que mais aumenta seu dano no conjunto do mapa sem deixar nenhum monstro impossível de hitkillar — e lista em quais linhas aquele mapa contribui. Embaixo de cada uma tem mapas alternativos pra você trocar com um clique.

Contribui ou destrava: o que o cadeado quer dizer

O nível de uma linha é o menor nível de pesquisa entre os 5 monstros dela, então só sobe quem está no fundo. É por isso que cada escolha marca as linhas de dois jeitos. Chip em âmbar, com cadeado, quer dizer que o mapa tem esse gargalo: farmar ali sobe o bônus da linha. Chip normal quer dizer que o mapa tem monstros da linha, mas todos já estão acima do gargalo — você ganha pesquisa individual e o bônus da linha fica onde está.

Os dois valem a pena, só pagam de formas diferentes; os de âmbar vêm primeiro porque são a escolha que move um bônus hoje. O card de MVP usa a mesma marcação. Linha com menos de 5 monstros nunca aparece, porque linha incompleta não paga bônus nenhum.

O melhor MVP pra caçar — e por que não é sobre drop

Os MVPs têm recomendação própria, separada dos mapas, porque caçar MVP é jogo ativo e não farm AFK: eles nascem de hora em hora e te matam se você ficar parado.

Vale deixar claro pra que serve esse ranking. Ele não é sobre acessório, carta ou drop — ele ignora loot por completo. Ele ordena puramente por MR ganho por kill, e leva em conta uma coisa fácil de passar batido: se um MVP for o único mais baixo de uma linha completa, matar ele levanta o bônus da linha além da pesquisa dele mesmo. Essa combinação pode valer centenas de MR num único kill, coisa que nenhum farm de normal alcança.

Ou seja: se você está caçando MVP pelo drop, escolha o que quiser. Esta lista responde outra pergunta — qual MVP move mais o total da sua conta.

Os dois filtros e o teto de nível

Os dois vêm ligados, e excluem das recomendações os mapas que contêm esses monstros.

Evitar MVP quase sempre deve ficar ligado pra sessão longa. Um MVP no mapa vai te matar enquanto você estiver ausente, e personagem morto não farma nada — a taxa teórica do mapa deixa de significar qualquer coisa.

Evitar mini é o julgamento que depende do seu personagem. Mini normalmente não te mata, só demora muito mais pra cair, puxando a taxa real do mapa pra baixo do que os números prometem. Se o seu personagem derruba eles rápido, desligue esse filtro e mais mapas se abrem. Se eles te travam, deixe ligado.

O teto de nível é o terceiro controle, e conserta uma coisa que os outros dois não tocam. O ranking sempre assumiu que você dá hitkill no que ele sugere — modelar se você dá de verdade exigiria modelar velocidade de ataque, recarga e animação de skill por classe, o que seria frágil. Ele compensava preferindo mapa de nível baixo, mas essa proteção funciona por progresso, não por capacidade: depois que você preenche bastante pesquisa, o ranking sobe e pode deixar o seu personagem pra trás. O teto é como você conta pra ele o que você mata de fato. Vale o monstro normal mais alto do mapa, não a média — basta um que não morra pra travar uma sessão AFK.

Detalhes que economizam tempo

O Preencher rápido, ao lado do teto de nível, abre numa janela só todos os MVPs, todos os minis ou todo monstro que ainda está com MR 0, cada um com o seu MR e o campo de kills. Mini e MVP ficam espalhados por mapas diferentes, então é o jeito rápido de preencher os dois — e, depois de um patch, os monstros novos aparecem em Ainda sem MR.

Todo monstro que aparece em qualquer lugar do planner é clicável — na recomendação de mapa, no card de MVP, nos resultados de busca. Clicar abre o card de atualização rápida dele, então dá pra corrigir um número na hora em que você percebe que está errado, sem navegar pra lugar nenhum.

Onde você vir um "?", tem explicação atrás. Eles cobrem os detalhes que esta página passa por cima — como uma taxa específica é calculada, o que significa a porcentagem do conversor, por que um monstro está marcado como gargalo.

Backup: seus dados são só um arquivo de texto

Tudo que você preenche fica salvo no seu próprio navegador, sem conta e sem servidor. Isso mantém tudo privado e instantâneo, mas tem uma consequência que vale se precaver: limpar os dados do navegador apaga tudo, e nada acompanha você pra outro navegador ou outro aparelho.

O ícone de engrenagem fica no canto superior direito de todas as páginas do site, não só do planner, e o Exportar dele baixa um arquivo com nome tipo rooc-companion-2026-08-19.json. É um arquivo só com tudo que o site sabe sobre você, então o que a gente adicionar depois viaja no mesmo backup.

Deixando bem claro o que é esse arquivo: é um arquivo de texto puro. Só isso. Você pode abrir no Bloco de Notas e ler linha por linha — são os nomes dos seus monstros com um número do lado de cada um. Não tem programa dentro, não tem nada que executa, não tem nada que roda. Seu antivírus não tem motivo pra reclamar, e você também não.

E por ser texto puro, dá pra editar ele à mão no computador e importar de volta. Se você preferir corrigir vinte números num editor de texto a clicar vinte vezes nos seletores, funciona perfeitamente. O campo pra mexer é o progress — o nível de pesquisa de 0 a 10, o mesmo número que o jogo te mostra. Tem também um bloco kills, que só existe pra guardar a contagem exata dentro de um nível. Pode ignorar ele: se você colocar 9 no progress e deixar um kills velho do lado, vale o nível — e o import te avisa quantos ele corrigiu.

O arquivo leva junto o seu histórico de sessões, então restaurar traz de volta as suas comparações entre mapas, e não só os níveis dos monstros.

E se um dia você clicar em Zerar meu progresso, o site pede que você escreva RESET antes de apagar. Não é burocracia: é o único jeito de garantir que ninguém apaga meses de MR num clique torto.

Guarde uma cópia depois de uma sessão grande de atualização. Custa um clique, e é a diferença entre trocar de celular tranquilo e começar do zero.

Onde o seu progresso mora — e o que pode apagar ele

Vale saber com precisão: o seu MR fica no armazenamento do navegador, naquele aparelho, naquele navegador. Não existe conta nossa e não existe cópia em servidor nenhum. Isso é ótimo pra privacidade e implacável com o descuido.

Três coisas apagam. Limpar os dados do navegador, usar aba anônima, e — a que pega mais gente — o iPhone. O Safari apaga os dados de sites que você não visita há uma semana. Se você preencheu os 217 monstros, viajou quinze dias e voltou, pode encontrar tudo zerado: sem erro, sem aviso, sem culpado visível.

No menu de configurações tem Proteger meu progresso, e ele explica o risco do seu aparelho — porque a regra muda de um pro outro. No iPhone o prazo existe. No Android o navegador segura seus dados. No computador nenhum dos dois se aplica, e o risco é outro: limpar histórico, trocar de máquina.

No iPhone a saída é adicionar o site à tela de início. Site instalado ganha armazenamento próprio e sai da regra dos sete dias. No Safari, é o botão de compartilhar — e a opção "Adicionar à Tela de Início" fica lá no fim da lista, depois de Favoritos, QR code e Imprimir. É por isso que muita gente jura que ela não existe. No Chrome do iPhone o caminho é o mesmo, escondido atrás de "Ver Mais".

No Android e no computador, instalar é só conveniência: ícone próprio e abre sem a barra do navegador. Não muda em nada a proteção dos seus dados, e a gente prefere dizer isso a deixar você concluir errado.

Cópia automática: o backup sem depender da sua memória

Exportar só protege quem lembra de exportar. Em alguns navegadores de computador — Chrome e Edge — dá pra automatizar. No menu de configurações aparece Cópia automática: você escolhe um arquivo uma vez, e o site reescreve ele sozinho alguns segundos depois de cada alteração. É exatamente o mesmo arquivo do Exportar, sem você precisar clicar em nada.

Você não precisa abrir aquele menu pra saber como ela está. Existe um indicador no cabeçalho do planner, ao lado do seu total de MR, com três estados: um convite discreto se você nunca ligou, o nome do arquivo em verde enquanto está funcionando, e âmbar com um triângulo de alerta se ela parou. Clicar abre a mesma janela nos três casos.

É o terceiro estado que importa. O navegador pode revogar a permissão do arquivo entre sessões, e quando isso acontece a cópia para de gravar. Antes ela parava em silêncio: o estado só era consultado quando você abria o menu de configurações, então dava pra passar dias sem saber. Agora o site confere no carregamento, e um salvamento que falha levanta o alerta na hora. Um clique devolve a permissão — seus dados no navegador nunca estiveram em risco, o que parou foi só a cópia deles.

Num navegador sem essa capacidade — todo celular, mais Firefox e Safari de desktop — nada disso aparece. Nem item de menu, nem indicador. Melhor não existir do que existir desabilitado.

E aqui tem um bônus que muita gente vai querer: se você salvar o arquivo dentro de uma pasta do Drive ou do OneDrive, ele acompanha você entre computadores. No outro computador, escolha Usar um que já existe e aponte o mesmo arquivo — o conteúdo entra naquele navegador e o arquivo continua sendo atualizado dali em diante. O celular não entra nessa: nenhum navegador de celular tem essa capacidade.

O site também cuida do caso chato. Se ao abrir ele perceber que o arquivo tem dados mais novos que os desse navegador — porque você jogou no outro computador —, ele para de gravar e pergunta qual dos dois lados você quer manter. Sem isso, a primeira alteração que você fizesse apagaria o que veio da outra máquina.

Está marcado como beta de propósito: depende de uma capacidade que poucos navegadores têm, e de uma permissão que o navegador pode esquecer entre sessões. O esquecimento agora é visível em vez de silencioso, mas uma cópia que você tem na mão — um export parado numa pasta sua — continua te protegendo do que o site não tem como prever.

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